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Beeshop. (via proteger)
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Na dúvida, não tuite…
Eu amo a voz de Natália.
Eu amo a pessoa de Natália.
Amo o sorriso de Natália.
Amo o André de Natália.
Natália é Pessoa concreta
Natália é Pessoa
Natália é
Natália…
Amo a amiga de Natália
Amo o lirismo de Pessoa.
Eu amo a inexatidão concreta.
A gente ama Natália Pessoa,
“Convite ao nosso encontro de hoje:
Primeiro, ela não se revelou por inteiro, pudicamente foi chegando remansosa.
Em pequenos espasmos de luz, fui sentindo o seu gosto, sua beleza.
Fui corrompido em minha retidão pelo seu charme sem par.
Mansidão que me envolveu num átimo. Companheira, até os confins.
E me chegou toda, desposei-me com ela em minha elucubrações.
Ela me confessa que irá mostrar-se hoje, novamente.
E eu vos convido a desfrutar desse espetáculo, que por poucos segundos é só nosso.
E nada mais “reality” nesse show tão global, que é o seu despertar desnuda.
Nascer que há de ser compartilhado pelos libertos.
Mesmo que distantes, estamos todos em sua sintonia.
Usurpa, do sol, raios que espelha em nossas mentes inférteis.
Lua eu te aguardo hoje em tua gênese.
Convido a todos. Sejamos espectadores passageiros por um minuto!
Quando passarmos, ela há de nos observar. Mas hoje, é só nossa.
Lua cheia, luar que ela me prometeu.
Paremos nossas máquinas, observemos o cosmos.
Divido com todos esse nascer de hoje. Festejêmo-la!”
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Humanos são animais engraçados.
Tiram fotos de rostos colados, curtem se abraçar em momentos tenros, acreditam numa força invisível que os une.
São da mesma linhagem de seres que eventualmente digladiam-se por um esporte, chegam a matar semelhantes por causas absurdas, cometem os crimes mais bárbaros e mesquinhos contra a sua própria natureza.
Humanos e a suas idiossincrasias malucas.
Transformam o beijo em algo inesquecível, conseguem amar os seus pares com um fervor incrível, materializam um sentimento etéreo como o amor, ao ponto de tornar-se quase palpável.
Mesmo travando uma luta paradoxal entre amores e ódios, os humanos parecem ter salvação. Suplicam os céus, questionam o sentido da vida, comovem a si próprios com os poemas mais lindos.
Humanos são seres estranhos.
Em que pesem todas as suas bizarrices, ainda me parecem simpáticos.
Um simples abraço entre seres que se amam parece conter energia suficiente para anular, num átimo que seja, toda a maldade que eles próprios conseguem erigir. E por mais que insistam em explicar tudo, desde o início da vida e do universo, os humanos ainda não conseguiram rotular o amor como apenas uma experiência biológica.
Humanos são espécies raras.
Quando eu vejo a foto de casais enamorados, pontuadas ou não por abraço, beijos e rostos colados, ainda tenho esperança neles. A energia que conseguem fazer brotar do amor consegue ser infinitamente maior que a gerada pelo ódio. Esses humanos…
Paris, 1998.